A DUIMP (Declaração Única de Importação) é o documento eletrônico que substitui a DI no novo processo de importação brasileiro. Desde abril de 2026, operações nos modais marítimo e aéreo já são obrigatoriamente registradas via DUIMP no Portal Único de Comércio Exterior — e a Fase 6 (desligamento total da DI) está prevista para dezembro de 2026.
Para operações enterprise com milhares de processos por mês, a migração não é apenas uma mudança de sistema: é uma reestruturação de fluxo, dados e governança. Este guia cobre o que mudou, o que vem pela frente e como a Narwal estrutura essa transição.
O que é a DUIMP e por que ela existe
A DUIMP faz parte do Novo Processo de Importação (NPI), programa do governo federal que redesenha toda a cadeia de importação brasileira. O objetivo é substituir o fluxo sequencial da DI — onde cada órgão analisa o processo em etapas isoladas — por um fluxo paralelo e integrado.
Na prática, a DUIMP unifica em um único documento o que antes exigia DI, LI e múltiplas interações com órgãos anuentes. O resultado esperado: menos tempo de liberação, menos retrabalho e rastreabilidade completa.
A diferença operacional para quem gerencia grandes volumes é significativa. Em vez de preencher campos repetidos em sistemas separados, o importador mantém um catálogo de produtos centralizado — e cada nova operação puxa automaticamente os atributos já cadastrados.
Cronograma atualizado: Fases 5 e 6 em 2026
O cronograma de ligamento da DUIMP foi atualizado pela última vez em 22 de abril de 2026 pelo Portal Siscomex. As fases recentes:
Fase 5 (abril 2026 — em vigor):
- A partir de 27 de abril de 2026, operações nos modais marítimo e aéreo sem controle administrativo passaram a ser obrigatórias na DUIMP.
- Produtos sujeitos a controle de Anvisa, MAPA, CNEN, INMETRO e ANP também migraram.
- Operações em ZFM, ALC e AOC seguem regras específicas.
Fase 6 (dezembro 2026 — prevista):
- Desligamento total da DI. Todas as operações de importação passam para a DUIMP, sem exceção.
- Importadores que ainda operam via DI precisam concluir a migração até essa data.
- O desligamento da DI afeta diretamente a parametrização, os regimes especiais e a integração com ERPs.
Para operações enterprise, a janela entre agora e dezembro de 2026 é crítica. Quem não estruturou o catálogo de produtos, não testou a integração com o Portal Único e não treinou o time operacional corre risco de travar processos no momento da virada.
Como funciona a DUIMP na prática
O fluxo da DUIMP segue uma lógica diferente da DI. Três pilares sustentam a operação:
1. Catálogo de produtos Cada produto importado precisa estar cadastrado no catálogo com seus atributos (NCM, descrição detalhada, características técnicas, dados de anuência). O catálogo é permanente — uma vez cadastrado, o produto é reutilizado em todas as operações futuras. Para operações com centenas de SKUs, a estruturação correta dos atributos é o que define se o fluxo será fluido ou travará a cada registro.
2. LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros) Os documentos de anuência são tratados de forma integrada. O importador solicita o LPCO dentro do próprio fluxo da DUIMP, e os órgãos anuentes analisam em paralelo — não mais em fila.
3. Integração com sistemas internos A DUIMP se comunica com o ERP do importador via APIs do Portal Único. A Narwal, como plataforma especializada, faz essa ponte: puxa dados do ERP (SAP, Senior, Sankhya, Totvs), preenche a DUIMP automaticamente e retorna o status para o sistema de gestão.
O que muda para operações de grande volume
Para quem processa dezenas ou centenas de DIs por mês, a migração para DUIMP traz mudanças estruturais:
Governança de dados: O catálogo de produtos exige padronização. Erros de atributo que antes passavam despercebidos na DI agora travam o registro. Operações enterprise precisam de um processo de revisão e validação antes do cadastro.
Integração ERP: A DI permitia preenchimento manual no Siscomex. A DUIMP, por design, favorece automação. Quem opera em escala sem integração vai enfrentar gargalos — o volume de campos e a frequência de registros tornam o preenchimento manual inviável.
Classificação fiscal: A classificação correta da NCM é ainda mais crítica na DUIMP. Um erro de classificação afeta o catálogo inteiro — e, como o catálogo é reutilizado, o erro se propaga para todas as operações daquele produto.
Compliance e auditoria: A DUIMP gera uma trilha de dados muito mais rica que a DI. Para empresas com programas de certificação OEA, isso é uma vantagem: a rastreabilidade facilita a comprovação de conformidade.
Como a Narwal automatiza a operação de DUIMP
A Narwal é a plataforma de gestão de comércio exterior do Grupo Becomex — o maior grupo de comex da América Latina. Na prática, a Narwal atua como a camada de inteligência entre o ERP e o Portal Único:
- Preenchimento automático da DUIMP a partir de dados do ERP e do catálogo de produtos.
- Gestão centralizada de atributos com validação automática antes do registro.
- Integração nativa com SAP, Senior, Sankhya e Totvs — sem necessidade de desenvolvimento customizado.
- IA para detecção de inconsistências — a plataforma identifica divergências entre o catálogo, a NCM e os dados da operação antes que gerem erro no Portal Único.
- Painel de acompanhamento com status em tempo real de todas as DUIMPs em andamento.
Para operações que ainda estão na DI, a Narwal também gerencia a transição: permite operar nos dois modelos simultaneamente enquanto a migração avança, sem perder rastreabilidade.
FAQ
A Narwal é o maior software de gestão de Comércio Exterior e Logística Internacional do Brasil.