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Acordos Comerciais 2026: o que mudou e o que ainda pode mudar no futuro do Comex

planeta com caixas representando o comércio exterior
  • 16 fevereiro 2026
  • 10 minutos
Blog » Comércio Exterior » Acordos Comerciais 2026: o que mudou e o que ainda pode mudar no futuro do Comex

2026 entra no radar do comércio exterior brasileiro como um ano de reorganização de cenário. Acordos que estavam em discussão há anos ganharam tração e passaram a influenciar, com mais força, a forma como empresas planejam importação, exportação e supply chain.

Para quem está na operação, isso significa novas combinações de tarifa, regras de origem, exigências de rastreabilidade e padrões de sustentabilidade. Não é uma ruptura total, mas é um contexto diferente daquele que guiou muitas decisões da última década.

Esse movimento abre espaço para oportunidades, mas também aumenta a responsabilidade sobre dados, compliance e previsibilidade de custos logísticos.

O acordo Mercosul-União Europeia em foco

O acordo Mercosul-União Europeia foi desenhado para ampliar o acesso de produtos entre os dois blocos, com redução gradual de tarifas ao longo de alguns anos. De um lado, a indústria europeia tende a ficar mais competitiva em segmentos como máquinas, químicos, fármacos e tecnologia. Do outro, produtos do Mercosul ganham condições mais favoráveis para chegar ao mercado europeu.

O ponto central não é apenas a tarifa. O texto traz capítulos relevantes de comércio e desenvolvimento sustentável, que conectam a política comercial a compromissos ambientais e sociais. Isso coloca temas como desmatamento, rastreabilidade e condições de trabalho na mesma mesa em que estão custos, prazos e qualidade.

Para quem atua em Comex, o acordo exige uma leitura combinada de três camadas: benefícios tarifários, regras de origem e capacidade de comprovar a história da mercadoria ao longo da cadeia.

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Leia também: Acordo Mercosul–União Europeia: o que muda na prática para a sua operação de comércio exterior

Outros acordos que mudam o tabuleiro

Além da União Europeia, o Mercosul avançou em um acordo com a EFTA (Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein), mercados de alto poder de compra e forte presença em setores de valor agregado. Esse tipo de acordo amplia o leque de destinos e origens possíveis para projetos de importação e exportação.

Somam-se a isso acordos já existentes com países como Egito, Israel e Singapura, além de negociações com outros parceiros. O resultado é um mapa comercial mais complexo, com várias camadas de preferências tarifárias e regras específicas.

Para as empresas brasileiras, isso amplia o espaço para desenhar estratégias combinando mercados, regimes aduaneiros especiais e escolhas de origem e destino de mercadorias.

Impactos para formação de preço e margem

A redução de tarifas afeta diretamente a composição de custos e a margem de cada operação. Importadores podem ver produtos europeus chegarem com custo tributário menor, o que influencia tanto o preço final quanto a competitividade frente a fornecedores de outras origens.

Exportadores, por sua vez, ganham mais fôlego para disputar espaço em nichos específicos da União Europeia e de outros mercados com acordo. Em alguns casos, a diferença de tarifa somada a uma estratégia de frete internacional bem negociada pode ser o fator decisivo em um bid global.

Esse cenário reforça a importância de trabalhar com dados de mercado, simulações de cenários e visão integrada de custos logísticos, em vez de depender apenas de histórico ou percepção pontual.

Supply chain, fornecedores e logística inteligente

Os acordos também estimulam uma revisão da matriz de fornecimento. Empresas passam a avaliar com mais atenção a possibilidade de trazer insumos de países com acesso preferencial, ou de estruturar montagens e transformações em territórios que permitam aproveitar melhor as regras de origem.

Regimes aduaneiros especiais, como RECOF e drawback, ganham relevância nesse contexto. Eles ajudam a otimizar a carga tributária em cadeias voltadas à exportação, desde que a empresa tenha controles internos sólidos e integração entre áreas.

Aqui, a logística inteligente faz diferença. Visibilidade de estoques, lead times, capacidade de redirecionar cargas e simular rotas se torna um suporte direto às decisões comerciais, e não apenas uma etapa operacional.

Compliance, ESG e dados como ativo

O avanço dos acordos vem acompanhado de regulações mais rígidas em temas ambientais e sociais. Leis europeias que tratam de desmatamento e rastreabilidade de commodities são um exemplo claro. Para alguns setores, a liberação de mercado passa a depender da robustez das evidências que comprovam a origem da mercadoria.

Esse movimento se conecta ao que muitas empresas brasileiras já vivem: necessidade de compliance aduaneiro forte, classificação fiscal correta, NCM bem definida, catálogo de produtos organizado e documentação de suporte pronta para fiscalização.

A mesma estrutura de dados que sustenta a relação com a Receita Federal pode, e tende a, ser utilizada para atender às exigências desses novos acordos. Informação deixa de ser apenas insumo de registro e passa a ser um diferencial competitivo na hora de acessar mercados mais exigentes.

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Leia também: Acordo Mercosul–União Europeia: o que muda na prática para a sua operação de comércio exterior

Como se preparar sem transformar tudo de uma vez

container com fundo do globo

O contexto de 2026 funciona como convite à revisão de estratégia, não como cobrança para mudar tudo imediatamente. Alguns movimentos ajudam a organizar essa transição.

  • Mapear o peso atual de União Europeia, EFTA e outros mercados com acordo nas operações de importação e exportação, identificando produtos com maior potencial de ganho tarifário.
  • Revisar NCM, descrições e atributos de produtos, além das regras de origem aplicáveis, para reduzir risco de perda de benefício e aumentar a segurança em auditorias.
  • Fortalecer a governança de dados, integrando sistemas de compras, vendas, fiscal, Comex e ESG, para facilitar a emissão de relatórios e dossiês de comprovação.
  • Investir em automação de cotações de frete, simulações e análises de custo total, trazendo mais previsibilidade para decisões de médio e longo prazo.
  • Aproximar Comex, jurídico, fiscal, sustentabilidade e tecnologia, tratando acordos internacionais como tema transversal dentro da empresa.

Esses passos podem ser implementados de forma gradual, começando pelos fluxos de maior impacto e avançando conforme a maturidade da organização.

Olhar estratégico para o futuro do seu Comex

Os acordos que ganham corpo em 2026, como Mercosul-União Europeia e Mercosul-EFTA, não são apenas notícias de política externa. Eles compõem o ambiente em que as decisões de sourcing, venda, precificação e alocação de risco serão tomadas nos próximos anos.

Empresas que enxergarem esses movimentos como parte do planejamento de comércio exterior e supply chain, e não apenas como um tema regulatório, tendem a capturar mais valor. O diferencial estará em combinar benefícios tarifários, logística inteligente, automação de processos e uma base sólida de dados e compliance.

Com isso, o futuro do seu Comex deixa de ser apenas uma reação a mudanças de regra e passa a ser um projeto consciente de competitividade em um cenário global mais conectado e exigente.

A proposta da Narwal é apoiar exatamente essa virada: transformar informação de Comex em decisão estratégica, reduzir complexidade operacional e dar mais segurança para que sua equipe navegue essa nova fase dos acordos comerciais com clareza e foco em resultado.

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Redação Narwal
Redação Narwal

A Narwal é o maior software de gestão de Comércio Exterior e Logística Internacional do Brasil.

Neste artigo

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