ERP de mercado, como o SAP, são o cérebro financeiro e operacional de uma empresa. Ele enxerga pedidos, estoques, faturamento, centros de custo, impostos. Porém, em muitas empresas, o comércio exterior ainda vive em um universo paralelo: planilhas, e-mails, portal do despachante, pastas no servidor e muita informação espalhada.
O resultado é conhecido: falta de rastreabilidade por embarque, dificuldade para explicar custos logísticos, retrabalho na parametrização fiscal e risco maior de autuações. A integração entre ERP e um sistema de Comex não é detalhe técnico. É o que separa uma operação reativa de uma operação governada.
E aqui entra um ponto importante: poucas empresas no mercado possuem um sistema de Comex dedicado. Grande parte tenta “forçar” o ERP a cobrir tudo ou terceiriza completamente a visibilidade para despachantes. Justamente por isso, entender o que uma integração bem desenhada precisa conter se torna uma vantagem competitiva.
Por que o ERP não dá conta sozinho do Comex
O ERP foi desenhado para consolidar informações de várias áreas em uma visão financeira e operacional única. Já o Comex lida com:
- regras aduaneiras que mudam com frequência
- documentos específicos (DUIMP, DU-E, LI, LPCO, certificados, licenças)
- parametrização fiscal detalhada por NCM, origem, benefício, regime especial
- acompanhamento fino de lead time, marcos logísticos e custos associados
Tentar controlar tudo isso apenas dentro do ERP costuma gerar dois extremos: ou a operação vira um conjunto de customizações difíceis de manter, ou o time de comex se apoia em controles paralelos que não conversam com o fiscal e o financeiro.
A integração entre ERP e sistema de Comex serve justamente para evitar esse puxadinho. O ERP continua sendo o repositório oficial de pedidos, estoques e resultados. O sistema de Comex passa a ser o especialista, desenhado para lidar com regras, documentos, órgãos anuentes e prazos. A cola entre os dois é a integração.
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O que uma integração inteligente precisa entregar

Para entender se faz sentido investir, vale olhar para as funções essenciais que uma integração ERP + Comex deve cobrir.
Fluxo de dados de ida
O ERP é a origem de muita informação crítica. Em uma integração robusta, o sistema de Comex recebe automaticamente:
- pedidos de compra (no caso de importação) e ordens de venda (no caso de exportação)
- dados mestres: cadastro de produto, NCM, unidade de medida, fornecedor, cliente, centro de custo
- condições comerciais, Incoterm, moeda, impostos previstos
Com isso, o processo de importação ou exportação nasce já amarrado ao pedido original. O analista de comex para de digitar tudo de novo e foca em validação, análise de risco e alinhamento com parceiros.
Fluxo de dados de volta
Depois do desembaraço, o caminho se inverte. O sistema de Comex devolve ao ERP:
- tributos efetivamente pagos
- custos logísticos: frete internacional, capatazia, armazenagem, taxas de armador, seguro
- rateio por item, pedido, centro de custo ou projeto
Essa devolução permite que o ERP registre o custo real de aquisição e não uma estimativa grosseira. A controladoria passa a enxergar o impacto do frete internacional e das taxas na margem por produto e por cliente.
Integração por eventos e não apenas por arquivos
Uma integração moderna não se limita a trocar arquivos periódicos. O ideal é trabalhar com APIs e eventos. Exemplos:
- criação do pedido no SAP dispara a criação do processo no sistema de Comex
- atualização de status do embarque (embarque, chegada, canal, desembaraço, entrega) é enviada de volta
- mudanças em NCM, alíquota ou benefício fiscal geram alertas para revisão de cadastros
Esse tipo de interação reduz o tempo entre o que acontece na operação e o que a gestão consegue enxergar nos relatórios.
Compliance elevado: governança, interação e segurança
Além da automação, uma integração bem feita eleva o nível de compliance da operação.
Governança e trilha de auditoria
Com ERP e Comex integrados, a empresa pode estruturar:
- fluxos de aprovação por valor de operação, tipo de mercadoria ou unidade
- segregação de função entre quem cadastra, quem aprova, quem autoriza pagamento e quem lança no ERP
- trilha de auditoria que mostra quem alterou NCM, valor, Incoterm, base de cálculo e quando isso aconteceu
Isso reduz o risco de fraudes internas, erros repetidos e problemas em auditorias fiscais e aduaneiras.
Interatividade estruturada entre áreas
A integração facilita uma colaboração mais madura. Compras, logística, fiscal, financeiro e comex passam a trabalhar em torno do mesmo processo:
- o comprador acompanha status do embarque para negociar melhor prazos com o fornecedor
- o fiscal tem acesso às informações consolidadas para conferência e escrituração
- o financeiro enxerga previsão de desembolsos por embarque
- o comex usa dados do ERP para planejar liberações e entregas
Tudo isso com as informações vinculadas ao processo e não espalhadas em e-mails avulsos.
Segurança da informação
Uma operação alinhada com governança de dados não pode depender de anexos soltos em pastas locais. A integração entre ERP e Comex contribui para:
- centralização de documentos sensíveis (invoices, contratos, licenças) em ambiente controlado
- perfis de acesso por função e nível de responsabilidade
- registros de acesso e alteração, importantes para LGPD e políticas internas de segurança
Esse conjunto sustenta o argumento de que a operação de comércio exterior é segura, rastreável e governável.
Como começar: pontos que precisam estar no seu radar
Quem está avaliando integrar ERP e Comex geralmente se pergunta por onde iniciar. Mais do que um passo a passo, alguns eixos ajudam a organizar o projeto:
- Processo: mapear onde o comex começa e termina hoje, quais áreas entram no fluxo e onde estão os maiores gargalos.
- Dados: entender quais informações já existem no ERP com qualidade aceitável e quais precisam ser saneadas antes da integração.
- Sistema de Comex: definir se faz sentido adotar uma solução especializada, capaz de acompanhar legislação, regimes e documentos de forma estruturada.
- Integração: escolher um modelo que permita evolução contínua. APIs, eventos e conectores homologados facilitam manutenção e reduzem dependência de projetos longos para cada ajuste.
Mesmo empresas sem sistema de Comex hoje podem se beneficiar desse raciocínio. Ele ajuda a evitar o ciclo de mais uma planilha e puxa o tema para um nível de decisão de gestão, não apenas de operação.
Conheça a Narwal
O Narwal nasceu justamente para ocupar esse espaço entre ERP e operação de comércio exterior. A plataforma possui integração homologada com SAP, Senior e Sankhya, o que viabiliza:
- abertura de processos de importação e exportação a partir de pedidos e ordens de venda
- sincronização de cadastros, NCM, parceiros e regras fiscais e aduaneiras
- retorno automático de tributos, fretes e demais custos logísticos ao ERP, com rateio estruturado por item, pedido, projeto ou centro de custo
- visão consolidada de status, prazos e riscos para cada embarque
Com isso, o ERP continua sendo o sistema de registro principal. O Narwal atua como camada especializada de comex e logística internacional, responsável por orquestrar eventos, documentos, prazos e integrações.
Para empresas que ainda não possuem sistema de Comex dedicado, esse tipo de arquitetura abre espaço para um salto de maturidade. Em vez de tentar “forçar” o ERP a cuidar de tudo, a organização combina o melhor dos dois mundos: robustez financeira e contábil do ERP com profundidade regulatória e operacional de uma solução de comex integrada.
Se o objetivo é elevar o nível de compliance, reduzir retrabalho e transformar informação em decisão, o ponto de partida deixa de ser a planilha nova e passa a ser uma pergunta mais estratégica: como ERP e Comex podem trabalhar juntos para dar visibilidade real da logística internacional e dos seus impactos na margem do negócio.
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A Narwal é o maior software de gestão de Comércio Exterior e Logística Internacional do Brasil.