Quando o assunto é compliance no Comex, boa parte das empresas ainda trata o tema como custo: seguir a lei, evitar multa, apagar incêndio em fiscalização. Só que, em 2026, com DUIMP, Portal Único, regimes especiais mais sofisticados e pressão por ESG, isso é pouco.
Decisor maduro já entendeu que comércio exterior é risco regulatório concentrado: classificação fiscal, tratamento administrativo, regimes, tributação, câmbio, frete internacional, seguro, tributos internos. Se o compliance não estiver na camada de governança, processos e dados, a operação pode até crescer em volume, mas não em margem e previsibilidade.
É exatamente aqui que soluções como a Narwal passam a funcionar como infraestrutura de governança em Comex.
Compliance além da lei: processo, pessoas e dados
Para estruturar compliance no Comex é necessário equilibrar três principais pilares:
1. Processo
- Fluxos ponta a ponta mapeados (pedido de compra → booking de frete → desembaraço → faturamento).
- Regras claras para NCM, regimes, uso de benefícios fiscais e responsabilidades por etapa.
- Pontos de controle desenhados desde o pré-embarque, não só na DI/DUIMP.
Processo bem definido evita decisões urgentes.
2. Pessoas
- Segregação de funções (quem negocia, quem cadastra, quem valida).
- Perfis de acesso alinhados ao risco de cada etapa.
- Treinamento contínuo, não só na mudança de legislação, mas também na mudança de sistema.
Sem times treinados, a tecnologia torna mais uma tela para preencher.
3. Dados
Aqui mora o grande diferencial competitivo. Compliance no Comex depende de dados confiáveis:
- cadastro mestre de produtos, NCM, atributos e tratamentos administrativos;
- histórico de LI/LPCO, regimes utilizados, canais de parametrização;
- trilha de auditoria das alterações (quem mudou o quê, quando, e por quê).
Controles mínimos que toda operação de Comex deveria ter
Mesmo em empresas mais maduras, é comum ver um cenário: relatórios sofisticados em finanças, mas nenhuma camada mínima de controle em Comex. Como base, qualquer operação deveria ter:
- Matriz NCM x tratamento administrativo x regime
Uma visão única que responda: para cada NCM, quais órgãos anuentes, licenças, regimes possíveis, impostos, benefícios? - Governança de cadastro de produtos
Fluxo formal para criação/alteração de NCM, com validação técnica e registro de justificativas. - Checklists de pré-embarque
Conferência de: NCM, licenças, INCOTERM, incisos legais, benefícios, booking de frete, instruções ao despachante. - Política de uso de regimes especiais
Critérios claros para RECOF, Drawback, admissão temporária etc., com controles de saldo, prazos e riscos. - Monitoramento de autuações, exigências e canais de parametrização
Não basta resolver o problema. É preciso tratar a causa: por que esse tipo de mercadoria é recorrente em exigência? O erro está em NCM, descrição, documentação, fornecedor?
Plataformas como a Narwal ajudam a transformar esses controles em rotina automática – dashboards, alertas e trilhas de auditoria – em vez de depender da boa vontade de alguém atualizando planilhas.
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Como evitar a dependência de conhecimento individual
Um dos maiores riscos em compliance no Comex é a dependência de pessoas. Todo mundo conhece esse personagem: anos de casa, sabe tudo de NCM, regimes, Ex-tarifário, falas com despachantes… e nada disso está documentado.
Para a sua operação, isso é um risco de primeira linha. Para mudar esse cenário:
1. Registre todo o conhecimento
- Transforme “regras informais” em regras de negócio: critérios de NCM, uso de regimes, parâmetros de frete internacional, políticas de fechamento de câmbio.
- Documente em playbooks simples, vivos, conectados ao dia a dia.
2. Estruture catálogos e bases de referência
- Catálogo de Produtos com NCM, atributos, tratamentos, regimes elegíveis.
- Cadastros de fornecedores, despachantes, agentes de carga, com histórico de performance (lead time, nível de exigências, custo total).
- Correlação entre produtos, regimes e centros de custo.
3. Automatize o que é regra
- Validação automática de campos críticos da DI/DUIMP.
- Alertas para prazos de regimes, vencimento de licenças e documentos.
- Checagens de consistência (NCM x descrição x unidade x país de origem).
Automação libera o especialista para cuidar das exceções do seu embarque.
Compliance como aliado da eficiência (não inimigo da operação)
Existe um mito forte: compliance trava a operação. Na prática, quem “trava” é compliance mal desenhado – cheio de controles manuais, duplicados, sem critério de risco.
Quando bem estruturado, o compliance no Comex é exatamente o contrário:
- Reduz retrabalho
Menos erros de cadastro, menos exigências, menos correção de documentação em cima da hora. - Baixa custo logístico
Checklist pré-embarque + dados confiáveis = menos atrasos, menos armazenagem, menos remarcação de frete internacional. - Aumenta previsibilidade
Com histórico consolidado de prazos de desembaraço, canais, regimes e fornecedores, você consegue planejar melhor estoque, produção e fluxo de caixa. - Protege margem
Multa aduaneira, glosa de benefício fiscal ou perda de regime especial não são “detalhes”: comem direto a margem da operação. Compliance bem feito é seguro de lucro.
A diferença é clara: compliance como polícia chega no fim, para apontar erro. Compliance como infraestrutura nasce no desenho do processo, na escolha da tecnologia e na forma como você organiza dados.
Onde a Narwal se encaixa nessa visão de compliance
Se você está discutindo compliance no Comex em nível de diretoria, leve em consideração:
“Qual infraestrutura de dados e processos eu preciso para crescer em importação/exportação sem aumentar risco e custo escondido?”
A proposta da Narwal é justamente essa:
- ser a camada onde dados de produtos, operações, regimes, frete e compliance se encontram;
- transformar regras de negócio em automações, alertas e relatórios acionáveis;
- entregar visibilidade em tempo real da saúde aduaneira e logística da sua operação.
Em vez de remendar controles em volta da lei, você cria uma base sólida de governança, processos e tecnologia. A legislação muda, o cenário de risco muda, o volume cresce – mas sua infraestrutura continua de pé.
No fim, a pergunta não é se você precisa investir em compliance no Comex. É como: como infraestrutura estratégica que protege margem e habilita crescimento global.
E na sua empresa, o compliance está mais perto de qual dos dois extremos?
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A Narwal é o maior software de gestão de Comércio Exterior e Logística Internacional do Brasil.